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terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Novo Ano

Então pessoal, acabou o carnaval o ano está começando. Estavam sentindo falta da Desvelo? A Desvelo não acabou, apenas demos uma parada temporária, mas estamos voltando em breve com novidades. 

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Boomerangue 19/09/2009

Data: 19/09/2009
Local: Boomerangue
Horário: 14:00
Bandas:
Palco 1 :Cima:.
Supremacia in Rock
Rhenda Nadyer
Hardcall
Misen Scene
And Mary Dies
Platina Pop
Click Here
Exploda

Palco 2 :Baixo:.
Fator Ideal
Lost Line
Rio de Lamurias
Dzy's
Soulneres
Desvelo
Altezas
I.N.R.I.

Descrição:
Evento organizado pela Attrito.

Boomerangue - Rua da Paciência, 307 - Rio Vermelho
Ingressos antecipados com as bandas:
R$ 10,00

Ingresso: Antecipado: R$10,00 - no local R$15,00

terça-feira, 25 de agosto de 2009

Boomerangue 23/08/2009

Agradecemos a todos que compareceram e ficaram até o final para acompanhar o nosso show.

A Desvelo agradece...

Rock'n'Roll na véia

domingo, 16 de agosto de 2009

Desvelo - Boomerangue 23/08/2009


Data: 23/08/2009
Local: Boomerangue
Horário: 14:00
Bandas:Palco 1 :Cima:.
Exit4life, Hardcall, Misen Scene, Candura, Desvelo, Fabulas em morse, Exploda
Palco 2 :Baixo:.
Start, Deck, Stigma, dzy's, kza-06, Living Seventh Day, Soulneres, I.N.R.I.

Descrição:Evento organizado pela Attrito.
Boomerangue - Rua da Paciência, 307 - Rio Vermelho
Ingressos antecipados com as bandas:R$ 10,00
Ingresso: Antecipado: R$10,00 - no local R$15,00

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

O passado e o futuro vão moldar novas gerações

Abaixo um texto que encontrei no Yahoo Notícias e que achei interessante postar. O texto escrito por Regis Tadeu, fala um pouco da influência da Música no desenvolvimento da Educação das crianças e adolescentes do país.

" Você já ouviu falar em Foghat? Heart? Boston? Blue Öyster Cult? Edgar Winter? Thin Lizzy? Bob Seger? Ted Nugent? Steve Miller Band? Bem, se você é uma pessoa realmente interessada em música, tais nomes não apenas lhe são familiares. Certamente, alguns dos discos desta turma fazem parte de sua coleção - se este não for o seu caso, só me resta lamentar.

Pois bem, saiba que essa moçada aí em cima recebeu uma oxigenada na carreira - embora alguns não estejam mais na ativa, como é o caso do Foghat - por conta da verdadeira febre em que se transformou games como o Guitar Hero e o Rock Band.

Hoje em dia, há uma massa imensa de garotos e garotas tomando contato com um tipo de som que os "críticos mudérnos" chamam de "lixo", mas que ajudou a moldar toda uma geração de bandas bacanas - de Metallica a The Mars Volta, de Nirvana a White Stripes. O mais legal é que, com isso, milhares de jovens estão expandindo seus horizontes musicais de um modo divertido, sem pressão, fazendo com que eles entendam melhor o contexto sonoro que vivemos atualmente. E isso está levando esse mesmo público a se sentir motivado a aprender a tocar o instrumento de sua preferência nestes games, seja, guitarra, bateria, baixo etc.

Nada mais propício que a molecada volte a se interessar pelos sons do passado no mesmo momento em que o projeto de lei que torna obrigatório o ensino de música nas escolas de educação básica, elaborado pela senadora Roseana Sarney (PMDB-MA), tenha sido aprovado por unanimidade. Venho batendo em uma velha tecla há muitos anos, mas que só recentemente voltou a ser amplamente discutida, até mesmo em audiências públicas: crianças envolvidas com Música (é, com "m" maiúsculo) tornam-se adultos melhores e mais inteligentes!

Qualquer pessoa com um mínimo de intelecto sabe disso. Para você ter uma idéia, algumas escolas que incluíram a Música em seus currículos registraram uma redução drástica na porcentagem de problemas relacionados ao comportamento de seus alunos, no aumento do desenvolvimento do raciocínio e da auto-estima das crianças, o que certamente leva a um apelo à socialização. Isso sem falar que a obrigatoriedade do ensino da disciplina garante um novo mercado de trabalho específico para os músicos brasileiros.

Mas é preciso que tudo isso seja feito também visando ao estabelecimento de ramificações cultural. Quer coisa mais legal do que a Música funcionando como uma ponte entre a pluralização de valores e a diversidade cultural, étnica e religiosa, levando as crianças a experimentarem contato com os sons de diferentes culturas, como a africana, a oriental e a indígena? Ou mesmo prestando atenção à letras que podem muito bem servir de incentivos ao debate, à reflexão e até mesmo à interpretação de textos?

Se você é pai ou mãe, imagine como será valioso ver seu filho experimentando novas experiências musicais, tendo seu interesse despertado para a música erudita, por exemplo, passando a entender o contexto histórico e cultural em que algumas lendárias composições foram criadas. Se é verdade que cada pessoa ouve a música à sua própria maneira, será fascinante ver os alunos expressando isso também por intermédio de outras formas de arte - desenhos, filmes, peças de teatro.

Você pode achar que estou delirando, mas toda essa nova situação me deixou com um entusiasmo quase juvenil. Estou cansado de testemunhar a defenestração emocional e burra que castiga quem pensa em elevar o nível cultural deste país, como se todos nós estivéssemos atravessando um "corredor polonês" - emocional e ideológico - formado por verdadeiros asnos, que choram emocionados com o romantismo rasteiro das novelas e das ditas "músicas sertanejas", que já estão literalmente arreganhados para a futilidade que escorre como uma gosma espumante dos programas de fofocas na TV, que teimam em reverberar trocadilhos infames e piadas patéticas nesta porcaria chamada de "funk carioca".

Tomara que estejamos diante de um novo processo de valorização da arte e da música como fator fundamental na formação das crianças, pois serão elas que, no futuro, sentirão os efeitos de tal educação no surgimento de uma cultura democrática de valorização da diversidade, da sensibilidade, da tolerância e da cidadania. "


fonte: Por Regis Tadeu, colunista do Yahoo! Brasil

http://br.noticias.yahoo.com/s/26012009/48/entretenimento-passado-futuro-vao-moldar-novas.html

segunda-feira, 29 de setembro de 2008

XIª Feira da Primavera


Ontem, 28/09/2008, aconteceu o evento XI Feira da Primavera, promovido pela Secretaria Municipal de Serviços Públicos(Sesp). Um evento marcado pela diversidade cultural. Aconteceram várias apresentações, entre as quais: dança, teatro, música, sendo que um coral e um show musical, de rock, representado pela banda Desvelo.

O show foi muito legal, com a interação do público que apesar de não conhecer muito o trabalho da banda pulou e se divertiu com o som. Crianças, adultos, turistas, etc... enfim todos puderam curtir a Desvelo, conhecer o trabalho da banda e aqueles que já conheciam ficaram satisfeitos em ver que a banda, realmente contagia o público, principalmente nos shows ao vivo.

segunda-feira, 28 de abril de 2008

Show 31/05/2008 na Boomerangue com 13 bandas


Data: 31/05/2008
Local: Boomerangue
Horário: 14:00
Bandas:
Palco 1:

Hupper - Violine - Pensene - Caracteres - Crazy Storm - Hardcall - Fullgaz

Palco 2:

Rosa de Fogo - Overflow - Valle Negro - Pretexto - Feeling This - Desvelo

Descrição:
Attrito Rock Fest:

Boomerangue - Rua da Paciência, 307 - Rio
Vermelho.
Ingressos antecipados com as bandas:

R$8,00

No Local: R$10,00

Promoção: 2 cervejas por R$6,00 até às
16:00hs.

Ingresso: antecipado: R$8,00 / No Local: R$10,00

domingo, 10 de fevereiro de 2008

Show com as bandas Headfones, Hipótese de Gaya e Desvelo
























Próximo show: 16/02/2008
Horário: 22:00h
Local: Nhô Caldos
Bandas: Headfones, Hipotese de Gaya e Desvelo

Como todos sabem, os shows no Nhô Caldos são free. Então esperamos
todos lá.
Para quem ainda não conhece o local, fica próximo ao acarajé da
Dinha, no Largo da Mariquita, Rio Vermelho.

AVISO: quem ainda não comprou nosso CD, estaremos vendendo no dia do
show.

quinta-feira, 10 de janeiro de 2008

CD DESVELO



















Galera é com imenso prazer que informo que o nosso CD já está pronto.

Após muito tempo de espera finalmente a "bolacha" saiu e encontra-se disponível para compra com os integrantes da banda e também pelo contato desvelo@desvelo.com.br ou desvelo@gmail.com. O valor é apenas R$ 10,00.

quarta-feira, 26 de dezembro de 2007

Novidades

Pois é pessoal, no momento estamos um pouco sem novidade, mas creio que em breve a novidade será grande. O cd finalmente deve sair, pelo menos falta menos do que faltava... Já estamos com as músicas gravadas faltando apenas a capa. Estamos preparando também novas músicas e acho que vocês irão curtir bastante as novas...


Abraços da família Desvelo.

Rock'n'Roll na Véia

terça-feira, 11 de dezembro de 2007

PALCO DO ROCK CONFIRMADO

GENTE!!!! ORGULHO-ME NESTE MOMENTO, EM NOME DA ACCRBA, DE TODOS OS COLABORADORES QUE SE MOBILIZARAM E DEMONSTRARAM SUA INDIGNAÇÃO.

LUTAMOS MAIS UMA VEZ COM DEDICAÇÃO E SENSIBILIZAMOS A OPINIÃO PÚBLICA!! MAIS UMA VEZ, IMPEDIMOS QUE UMA ARBITRARIAEDADE FOSSE COMETIDA CONTRA O PALCO DO ROCK.

EM MAIS UMA REUNIÃO NA EMTURSA, FOMOS INFORMADOS QUE FOI DESCARTADA A POSSIBILIDADE DO CORTE DO PALCO DO ROCK DO CARNAVAL DO SALVADOR!!!

ENTÃO, ESTAMOS DE VOLTA!! AGORA, VAMOS GARANTIR MELHORIAS, CACHÊS, E TUDO QUE TEMOS DIREITO. AGUARDEM RESENHA NO SITE DOS ÚLTIMOS ACONTECIMENTOS E DIVULGAÇÃO DAS BANDAS APROVADAS!!

Vamos comemorar GALERA !!!
Abraços

fonte: http://www.accrba.com.br

quarta-feira, 29 de agosto de 2007

Salvador --- Ô cidadezinha medíocre

"Fora do dial
Se as rádios comerciais continuam preferindo investir na música que o público menos curioso e exigente pede, é de se lamentar que a única emissora que apostava no rock da cidade tenha fechado as portas. A 88FM não agüentou o desprezo de quem poderia bancá-la e encerrou as atividades. Um passo atrás."
fonte:http://www.nemo.com.br/elcabong/

Bem que estava notando quando acessava http://www.88poprock.com e me retonava "Servidor não encontrado", "A página não pode ser exibida". Tentei a primeira , segunda, terceira vez e achei que algo estava errado, mas hoje descobri o motivo com essa notícia que esta acima.

É realmente triste como o povo daqui (na sua grande maioria) só dão valor ao que não presta. Vide casa de shows direcionadas às outras atrações que não axé, pagode e arrocha estarem fechando suas portas e também pouquissima quantidade de espetáculos e shows. E como ficam as novas bandas de outros estilos? pagando alto para poderem se apresentar, sem nenhum investimento, saem da toca na cara e na coragem para se apresentarem de graça (nos poucos espaços que lhes abrem as portas) e poderem ser reconhecidas.

Temos que nos contentar com o já massante Festival de Invernoque às vésperas do Carnaval ainda teima em colocar atrações que farão parte do mesmo. Nem Vitória da Conquista é assim, com seu Festival de Inverno, investe em atrações de peso e cultura. Meu Deus, porque Salvador é assim??

O que chamam de cultura aqui? o espaço da codeba? que o povo vai lá só para mostrar o "pacotão" , uma vagabundagem tremenda... Tenho medo do futuro!!! O que teremos daqui por diante, ninguém sabe, só se sabe que se continnuar assim Salvador vai para o esgoto. Se é que já não está.

quarta-feira, 6 de junho de 2007

Nhô Rock II

A DESVELO convidam vocês para mais um Nhô Rock, que estará acontecendo nesta sexta-feira, dia 08/06, a partir das 20 hs com as bandas "Mensagem de Erro" e "Desvelo.
O evento ocorrerá no Nhô Caldos, estabelecimento situado no Rio Vermelho, próximo a Dinha do acarajé. Conto com a presença de todos. Compareçam, pois um público faz um show ser " O SHOW'.

segunda-feira, 23 de abril de 2007

Músicos e donos de bares questionam lei do silêncio

22/04/2007 - 10:57
Clarissa Borges
A tradição de cidade boêmia e musical, onde os bares com música ao vivo têm a preferência do público e milhares de profissionais vivem da atividade pode estar cada vez mais distante de Salvador. Os músicos reclamam da falta de espaços para tocar, agravada pela intensa fiscalização de cumprimento da Lei do Silêncio, que proíbe emissões sonoras acima de 60 decibéis entre as 22h e 7h e de 70 decibéis entre 7h e 22h. Quem desrespeita a lei pode pagar multa que varia de R$ 481 a R$ 80 mil.

A Superintendência de Controle e Ordenamento do Uso do Solo (Sucom) tem aumentado a fiscalização e as campanhas contra a poluição sonora nos últimos dois anos. O órgão recebeu 8.363 denúncias até março, que englobam ainda ruídos produzidos por sons de carro, templos religiosos e outras fontes. O número de denúncias diminuiu com relação a 2006 (8.799) e 2005 (8.880), segundo o gerente de Meio Ambiente do órgão, Marcos Pimentel, graças à conscientização e à ação ostensiva dos fiscais.

Do outro lado da verdadeira batalha estabelecida pela Sucom contra a barulheira de bares, restaurantes e afins, os músicos questionam os limites estabelecidos por lei, capazes de impedir que os bares abertos, sem isolamento acústico, disponham de qualquer tipo de atração musical. Muitos afirmam que até uma rua movimentada ultrapassa o limite de 60 decibéis.

Se a situação já causa impasse, ainda pode piorar. A comissão de meio Ambiente da Ordem dos Advogados do Brasil enviou ao prefeito João Henrique, no ano passado, um documento que sugere a diminuição dos limites de emissão sonora de para 70 para 55 e de 60 para 50 decibéis. O então coordenador da comissão (na atual gestão ela ainda não foi formada) diz que a recomendação foi feita com base em um seminário realizado pela OAB e deve ser analisada pelo poder municipal. “O que sugerimos é apenas a adequação da lei aos parâmetros da Organização Mundial de Saúde”, diz.

Segundo ele, participaram do seminário médicos e especialistas em acústica que embasam a ação da Ordem. Segundo a tabela da Sociedade Brasileira de Otologia, um automóvel a 20 metros de distância emite um som de 70 decibéis e a um metro de uma conversação, uma pessoa com audição normal está exposta a 60 decibéis. Apesar disso, a Organização Mundial da Saúde recomenda o limite de 55 decibéis, mas é a partir de 70 decibéis que o ouvido humano começa a ser prejudicado.

O músico Cau Marinho lança mais um questionamento aos limites impostos por lei. Segundo ele, quando o bar oferece som apenas com voz e violão, o ruído do próprio ambiente, geralmente onde as pessoas aproveitam para colocar o papo em dia, supera o do instrumento, o que, na opinião dele, mascara a medição.

O cantor lembra ainda que, a dois metros de onde é feita a aferição da emissão sonora, fica mais fácil haver interferência de ruídos externos ao bar. “Acho que essa fiscalização deveria ser feita de forma mais justa, porque o som com voz e violão não incomoda ninguém”, opina. Pimentel explica que o fiscal deve medir o som a dois metros da fonte sonora. A medição pode ocorrer, entretanto, na residência do reclamante, quando este permite. “Nesse caos, os limites caem para 60 e 50, de acordo com o horário”.

Músico há mais de 25 anos, todos eles tocando e cantando em bares na noite de Salvador, Marinho diz que está sem trabalhar tanto quanto gostaria por causa da cautela dos donos de estabelecimentos. “Muitos bares já deixaram de ter música ao vivo por causa da fiscalização da Sucom”, diz. O DJ Roger"n Roll concorda , e acrescenta que já foi prejudicado pela ação da Sucom.

Roger se considera apenas um dos muitos que reclamam do limite de decibéis. Já foi ameaçado de ter o som apreendido se não parasse de tocar. A festa deveria ir até as 3 horas e terminou antes de meia-noite. Ele também reclama. “O limite de 70 decibéis já é muito pouco, eu acho que pelo menos 90 seria o ideal”, opina.

Roger’ n Roll sugere ainda uma medida já existente em outras cidades do país, como em Vitória, Espírito Santo, onde o limite é estabelecido de acordo com uma divisão por áreas residenciais, de usos diversos, industriais e comerciais. Os quiosques da orla, por exemplo, estão fora de qualquer área e têm um limite de 70 decibéis, maior do que nas zonas residenciais, onde o máximo permitido é de 55 decibéis durante o dia e 50 à noite.

O DJ ressalta o potencial turístico da cidade. “Um bairro como o Rio Vermelho, por exemplo, deveria ter um tratamento especial, porque do contrário se prejudica como um todo o funcionamento da noite da cidade, que é turística", argumenta. Em São Paulo, o máximo permitido vai de 55 a 70 decibéis e no Rio de Janeiro chega a 85 decibéis entre 22 e 7 horas.

O gerente da Sucom responde que é impossível haver uma flexibilidade por parte dos fiscais, já que essa diferenciação não está prevista na lei. "A Sucom apenas cumpre a legislação", esclarece. Segundo ele, apenas uma alteração da lei poderia satisfazer os reclamantes, mas deixa claro que os limites atuais estão de acordo com o ideal para a saúde auditiva tanto dos freqüentadores quanto dos trabalhadores dos estabelecimentos.

Espaços prejudicados - A reclamação dos músicos é também dos donos de bares e restaurantes. O empresário Flávio Lyra tenta evitar a poluição sonora diariamente. Dono do bar e restaurante Dona Flor, localizado na Barra, foi autuado no final do ano passado, graças à denúncia de um vizinho. Depois do episódio, vetou alguns instrumentos (bateria, nem pensar) e até algumas bandas inteiras e recuou o espaço dos músicos para o interior do bar. “Nós também sempre pedimos pra os músicos segurarem o volume”, acrescenta.

Além de fazer de tudo para não incomodar os vizinhos, mesmo sob reclamações de alguns clientes, Lyra solicitou à Sucom a licença para uso de som e esbarrou em mais um empecilho. “Desistimos porque eles disseram que teríamos que fechar tudo, o que mudaria o conceito do bar, aberto e avarandado”, explica. O alvará tem taxa de apenas R$ 37,40, mas embute um alto custo para adequar o espaço às exigências do órgão municipal.

Os matérias e procedimentos para isolamento acústico são caros e, segundo Lyra, inacessíveis para a maioria dos pequenos empresários do ramo. Além disso, um gasto adicional é o de climatização, o que inviabiliza ainda mais a adequação. Os gastos assustam os donos dos estabelecimentos. Alguns acabam abolindo a música ao vivo, para desespero dos artistas, e muitos tentam formas de continuar sem incomodar tanto. É o caso do dono do bar Santa Maria, Pinta e Nina, localizado no Largo de Santana, um dos locais mais boêmios da cidade, onde se concentram mais sete bares.

“Estamos fazendo só o forró e seguramos o volume, assim, não vaza”, revela Edson Ribeiro, dono do local, mais um a contestar a lei do silêncio. “Quando os fiscais mediram a poluição sonora na praça, do lado de fora, sem som, ultrapassou o limite”, garante. Segundo ele, após o começo do show dentro do Santa Maria, a diferença foi muito pouca.

Barulho, onde? - Que barulho incomoda, é fato. Que o diga a moradora do Jardim Brasil, na Barra, Geísa Agnes, 27. Ela é vizinha de pelo menos 6 bares, e diz que já possui um cadastro na Sucom por causa das diversas vezes que precisou acionar o órgão. Depois que seu filho, de um ano, nasceu, piorou muito. “Quando começa o movimento nos bares,ele acorda e ninguém consegue dormir mais”, reclama.

Contraditoriamente, uma observação de Geísa, corrobora com as queixas dos profissionais da noite. Ela explica que a fonte da barulheira da vizinhança não é do som, mas da movimentação em torno dos bares. “A fila dos manobristas é grande, as pessoas começam a buzinar, gritam, e para completar ainda abrem o fundo do carro e ligam o som”, descreve. Caos instalado, são os músicos e proprietários que respondem, pois apenas estes precisam de licença municipal, os demais barulhentos, não.

A situação mostra que impedir a música nem sempre resolve o problema. A aposentada Soraya Ludwig confirma. Moradora da Avenida Marques de Leão, na Barra, diz que se incomoda mais com outras fontes barulho, como os apitos dos guardadores de carro, do que os bares vizinhos, que são muitos. “Aqui já é um local barulhento, pois tudo o que acontece na Barra, é no Farol, de cultos religiosos a protestos com alto-falantes”, ressalta.

Moradora há a penas dois anos, a aposentada revela que já comprou protetor de ouvido e fone para a televisão na tentativa de se adaptar aos constantes eventos ruidosos. “O pior é que a zoada aqui não é de som, é poluição sonora, porque você nem chega a ouvir uma música, é só barulho”, argumenta.

Seja qual for a fonte de ruído, o fato é que ele incomoda, e pode até expulsar, principalmente quem acaba de sofrer um acidente vascular cerebral e precisa de silêncio. “Depois de dois anos, já estamos pensando em nos mudar, apesar de ser muito bom quando desço e olho para este marzão”, lamenta, lembrando a bela paisagem do Farol da Barra.

Na guerra contra a poluição sonora na capital baiana, a Sucom garante que continuará intensificando a fiscalização. O gerente de Meio Ambiente do órgão, Marcos Pimentel, lembra que o dia 7 de maio – Dia Mundial do Silêncio – foi instituído dia municipal de luta contra a poluição sonora pela lei 6972 de 2006 para reforçar essa batalha. Para a data, o gerente promete ações de conscientização da população e de incentivo à denúncia

fonte:http://www3.atarde.com.br/cidades/interna.jsp?xsl=noticia.xsl&xml=NOTICIA/2007/04/22/1071209.xml

Slideshow - Myspace

by A.R.D. www.myspace.com/bandadesvelo